quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ministério Público do Estado do Pará (MPE) entrega à população Santarena o novo Theatro Victória




Após meses de trabalho intenso, o Ministério Público do Estado (MPE), entrega à população de Santarém o novo Theatro Victória. A solenidade de inauguração será nesta sexta-feira, 24, às 9h30, com a participação da Administração Superior da instituição. A obra de reestruturação foi efetuada por empresa licitada pelo Ministério Público, tendo a utilização do prédio definida pela Lei Municipal 18.393, de 21 de maio de 2010, por meio de Termo de Cessão Gratuita de Uso de Bem Público.
 A prefeitura da cidade foi parceira do MPE neste projeto. Após a reforma feita pelo Ministério Público, o prédio do teatro ficou com seus pavimentos divididos da seguinte maneira:
 Pavimento Superior– Quatro gabinetes de promotorias de justiça, destinados a utilização pelos membros do Ministério Público. Já o auditório, com capacidade para 130 lugares, palco, uma sala e dois camarins, serão administrados pela prefeitura, devendo ser utilizado como espaço cultural.
 Pavimento Inferior– Todo o espaço será destinado ao Núcleo de Atendimento do programa “O Ministério Público e a Comunidade”, que oferece atendimento jurídico-judiciário à população.
 A obra executada foi ampla e criteriosa e atingiu 723 m² da área do prédio. Não foi possível fazer a restauração tal como era o teatro no passado, na época de sua inauguração no final do século XIX, diante da descaracterização em que se encontrava o imóvel. Mas um estudo histórico feito garantiu o resgate de detalhes originais da fachada que o prédio tinha no ano de 1933. Foi necessária também sua adaptação para cumprir regras de segurança e acessibilidade.


HISTÓRICO

A pedra fundamental da obra do Theatro Victória foi lançada em 5 de maio de 1895, pelos integrantes do Clube Dramático Santareno, presidido por Turiano Meira Vasconcellos e fundado cerca de três meses antes. Compunham o clube Alexandre Sussuarana, Antônio Braga, Elias Cohen e outros. O teatro foi erguido sem dinheiro público, com os recursos arrecadados pelos membros do clube. A obra foi concluída em treze meses e 23 dias, ao custo de 40 contos de réis.
 O autor do projeto foi o engenheiro francês Maurice Blaise, que planejou todos os detalhes do prédio, com lotação para 500 lugares. A inauguração ocorreu em 28 de junho de 1896. O ato solene foi prestigiado por cerca de 600 pessoas, e de acordo com Wilson Fonseca, “foi, sem dúvida, o maior acontecimento daquele final do século XIX”, contendo uma vasta programação de inauguração, que incluía um espetáculo de gala em três atos, feito pelos atores do Club Dramático Santareno, e apresentação de orquestra. Durante o dia duas bandas de música percorreram as ruas da cidade, executando peças musicais. O prédio foi aberto para visita do público até as 4 da tarde, e duas bandas se revezavam em apresentações. À noite aconteceu o espetáculo, com ingressos vendidos ao público.
 Ao longo de sua história o teatro passou por reformas que acabaram por descaracterizar completamente os traços originais. Em 1917, na administração do intendente Oscar Barreto, foi reformado e ganhou novo mobiliário.  Em 1925 e 1933, nas administrações de Joaquim Braga e Ildefonso Almeida, o teatro foi novamente restaurado, sem sofrer grandes alterações na arquitetura.
 A águia de cobre “pousada” no centro da platibanda da fachada não foi oriunda da construção original, mas sim ali colocada na reforma do ano de 1933, em substituição a dois ornamentos de louça portuguesa que ali existiam. A águia foi idealizada por Manoel Maria de Macedo Gentil, conhecido como “Xixito”, e confeccionada pelo artífice José Pinto.
 Quando de sua utilização como teatro, inúmeros espetáculos, conferências, e programações especiais foram promovidas, até 1965, quando uma grande reforma foi realizada, sob a alegação de más condições, e o prédio foi descaracterizado de seus traços originais.  A partir daí, passou a ser utilizado para outros fins, como Câmara Municipal e Secretaria Municipal de Educação. Serviu ainda de local para ensaios da orquestra Filarmônica de Santarém.

Com informações retiradas da obra “Meu Baú Mocorongo”, de Wilson Fonseca 

Fonte e redação:
Lila Bemerguy- assessoria de imprensa do Ministério Público- Polo Baixo Amazonas
Contato- 8801-3726



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